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Quinta-feira, Janeiro 22, 2009

Musas japonesas de tênis de mesa


Apesar de ser um dos esportes mais praticados no mundo todo, tênis de mesa sempre teve problemas para atrair público, para’transmissão de jogos pela tevê, estar na pauta dos noticiários. E não é por falta de idéias, esforços dos dirigentes da entidade máxima desse esporte. ITTF (Federação Internacional de Tenis de Mesa, a FIFA do tênis de mesa) mudou as regras durante as últimas décadas para que o esporte ficasse mais digestível, os sets são de 11 pontos ao invés dos 21 do tempo em que comecei a praticar o esporte, a troca de serviço ou do saque é a cada dois pontos ao invés dos 5 do meu tempo, as bolinhas mudaram de cor e de tamanho, de branco para um alaranjado, um pouquinho maior para que o público pudesse acompanhar o jogo, bastante rápido. Mesmo assim, o tênis de mesa continua sendo ignorado pela grande midia.

Na semana passada aconteceu o campeonato japonês de tênis de mesa em Tokyo e normalmente, o evento passa despercebido longe do radar do noticiário. Mas surpresa! O torneio ocupou um bom espaço no noticiário esportivo nipônico ao lado do sumô, futebol e tênis. E não foi por causa de quem ganhou o campeonato mas por outros motivos. O primeiro foi por causa da idade da mais jovem mesatenista de toda história da competição. Miu Hirano tem apenas oito anos, está no segundo ano do primário e venceu a primeira partida jogando contra uma estudante colegial. Infelizmente perdeu na segunda rodada para uma outra colegial. E chorou bastante com a derrota. Como acontecia com a Ai Fukuhara conhecida como Ai-tchan, também mesatenista, que teve a honra de ser a porta bandeira da delegação japonesa nas últimas olimpíadas em Peking. Ela era a mais jovem participante do campeonato japonês quando participou do seu primeiro campeonato com apenas 10 anos, em 1998. Virou estrela imediatamente porque era engraçadinha e se emocionava muito chorando muito quando perdia ou estava para perder uma partida. Fez comerciais para tevê e virou um chodó do público japonês.

Voltando ao campeonato japonês deste ano, o segundo motivo do tênis de mesa estar no noticiário, foi mais uma vez a presença de Naomi Yotsumoto. Ela foi vice-campeã em duplas mistas no campeonato anterior. A presença dela é sempre um assunto para a mídia, desde que ela começou a desenhar os seus próprios uniformes. Ela foi até comparada a Ana Kournikova. Da mesma forma que a tenista, Naomi joga bem, mas não faz parte da elite desse esporte. O máximo que ela conseguiu, no ápice da sua carreira, foi chegar entre as 150 do ranking international. Os seus trajes, às vezes chocantes, que ela troca a cada nova partida, e o seu estilo sempre despertam mais interesse que a sua performance como atleta. No torneio deste ano, a dupla não chegou às finais (ficou entre os 16 primeiros) e ela se contundiu na partida final ficando de fora das individuais, assistindo as finais numa cadeira de rodas.

A sua beleza e simpatia chamaram a atenção da imprensa, que descobriu que além disso, Naomi era inteligente, criativa e tinha uma boa presença diante das câmeras. A NHK, a tevê estatal japonesa a contratou e ela ganhou o seu próprio programa.

O tênis de mesa japonês que já foi o melhor do mundo há algumas décadas anda capengando ultimamente mas atletas como Ai Fukuhara, Naomi Yotsumoto e agora, Miu Hirano tem ajudado a arregimentar novos adeptos.

O tênis de mesa brasileiro poderia tentar duplicar essa fórmula. Hugo Hoyama já passou dos seus melhores anos e o tênis de mesa está na entressafra esperando um novo ídolo. Enquanto isso, estou propondo aqui para os meus amigos Marquinhos Yamada e Ricardo Inokuchi, que foi um dos melhores campeões do tênis de mesa brasileiro, conterrâneo meu de Duartina, para pensarem um pouco sobre o que andei resmungando aqui. Os dois, Marquinhos e o Ricardo, tem filhas, que para felicidade deles, resolveram seguir os passos dos pais e além disso são lindas. As duas poderiam começar uma revolução no departamento de moda esportiva no Brasil. Se precisarem de um designer, eu indicaria o Guil Macedo, que tenho certeza, ficaria muito contente em participar desse esforço. Acho que vou até mandar um email para esses três e ver se sacodimos um pouco o cenário de mesatenismo brasileiro.

Acho que está mais do que na hora das meninas do tênis de mesa começarem a se livrarem dos mesmos uniformes sem graça que os meninos usam e mostrar e realçar o seu lado feminino. Que tal uma ou mais musas do tênis de mesa para alegrar os marmanjos? Como diria Vinicius de Morais, que entendia muito de tênis de mesa (está bem, talvez de ping pong...) e também de mulheres, a beleza é fundamental.

Mhirano
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Yotsumoto
288x162



http://www.nhk.or.jp/tekuteku-blog/
programa de tev da Naomi

http://www.ecuadorcoe.org.ec/htm/Presenta_Galeria_Mega_5.asp?cod=74&CurPage2=1
foto da jessica yamada
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